segunda-feira, 26 de maio de 2014

Entendendo a Crise de 29

Hitler - Discurso Jgend - Legendado Portugues

Auschwitz - O Campo da Morte



Características do Nazi-fascismo

O nazismo e o fascismo foram regimes políticos que surgiram durante o chamado período entre-guerras (1919-1939). O clima na Europa era de tensão devido aos problemas políticos, sociais e econômicos que surgiram após a Primeira Guerra Mundial. Os problemas aumentaram ainda mais com a Crise de 1929, nos Estados Unidos.
Assim, prometendo a solução para a crise em seus países, Mussolini e Hitler assumiram, respectivamente, o poder na Itália e Alemanha. Posteriormente, Francisco Franco assumiria o governo da Espanha. Esta lista é sobre as características do nazi-fascismo, baseado em ideologias que tiveram grande impacto (alguns terríveis) na Europa e no mundo.
Algumas imagens abaixo fazem parte da propaganda nazista nas décadas de 1930 e 1940. Ainda que fossem comuns para a maior parte do povo alemão na época, algumas inspiram terror.

1- Totalitarismo

Várias bandeiras do nazismo enfileiradas


Totalitarismo significa a presença de um estado forte, cujo poder central tem autoridade absoluta. Esta ideologia defende que o indivíduo deve viver em função do estado. O totalitarismo está baseado no seguinte princípio: “tudo dentro do estado, nada fora do estado e ninguém contra o estado”. Para controlar um grupo de camponeses da cidade de Guernica – imortalizada na pintura de mesmo nome criada por Picasso – Francisco Franco teve a ajuda da aviação militar alemã (Luftwafe).

 

2- Militarismo

Pai e filho juntos na guerra

Tradução: Pela vida e liberdade

Militarismo é uma ideologia que acredita na guerra como fator de grandeza e prosperidade. Assim, a sociedade só consegue se desenvolver quando governada ou guiada por conceitos incorporados na cultura, na doutrina ou no sistema militares. Segundo este princípio, Hitler teria dito: “Na guerra eterna a humanidade se torna grande – na paz eterna, a humanidade se arruinaria”.

 

3- Ultranacionalismo


Ultranacionalismo exalta tudo que é próprio da nação, de uma forma exagerada. Toda a política interna está ligada ao desenvolvimento do poder nacional. Esta ideologia vem carregada de autoritarismo, esforços para a redução ou proibição da imigração, expulsão e opressão de populações não-nativas dentro da nação ou de seu território e emocionalismo

 

4- Unipartidarismo

Mussolini saudando a população
Unipartidarismo significa a existência de um só partido. Para fazer valer este princípio, Hiter e Mussolini dominaram o poder executivo e judiciário, enfraqueceram o poder legislativo, perseguiram políticos opositores e implantaram regimes ditatoriais em seus países.

 

5- Controle da propaganda

Mãe guiando seus filhos
Tradução: Mães, lutem por seus filhos!
controle da propaganda era uma característica forte em regimes totalitários, destinado a convencer as pessoas e manter o controle do Estado sobre a população. Junte-se a isto a forte repressão política contra a liberdade de expressão, imprensa ou qualquer manifestação contrária ao regime. Através dele, buscava-se manipular a opinião pública e fazer o povo trabalhar e viver pelo regime.

 

6- Culto ao líder

O totalitarismo passou por um forte trabalho de culto ao líder, visando construir a imagem de um governo forte e onipotente. A construção desta imagem ia desde a representação em obras de arte, como o retrato a ser saudado nas escolas. Mussolini recebeu o título de Duce e, Hitler, o título de Fuhrer. Ambas palavras significam algo como “Grande Chefe”. Na Alemanha, a leitura do livro Mein Kampf (Minha Luta), escrito por Hitler, era estimulada entre a população.


7- Anticomunismo

Nazista perseguindo comunistas
As vezes é difícil compreender uma posição político-ideológica nos regimes nazi-fascistas, em especial no nazismo.  O regime alemão não depositava todas as suas fichas no capitalismo, mas também odiava o comunismo, apesar do “nacional-socialismo”.  Assim, o anticomunismo se caracterizou pelo desprezo às ideologias de esquerda, governos de origem socialista, movimentos operários, greves e sindicatos.

 

8- Racismo

Dois jovens alemães sem camisa
O racismo esteve presente mais visivelmente no nazismo alemão. Neste caso, o ódio era disseminado a todos aqueles que não pertenciam à raça ariana, denominação dada às características físicas e biológicas do chamado povo alemão. Este fato estimulou a eugenia, ou seja, a tentativa de criar uma raça pura. No caso alemão, isto significava eliminar os impuros, em especial os judeus.


9-  Expansionismo

Desenho do avanço da blitzkrieg alemã
A ideologia nazista pregava a existência de um espaço vital para os alemães, chamado de lebensraum, ou seja, um grande território para que a raça ariana pudesse se desenvolver. Vale ressaltar que Hitler tinha a intenção de conquistar praticamente o mundo todo, assimilando as regiões que tivessem forte concentração alemã, como as colônias germânicas no sul do Brasil. O expansionismo levou Hitler a invadir a Polônia, fato que fez estourar a Segunda Guerra Mundial.
Pessoal estou postando o material que trabalhamos em sala, como havia combinado... Esse desenho da Walt  Disney é muito bom para que possamos entender um pouco sobre a ideologia nazista e a lavagem cerebral que era feita no povo, principalmente na juventude hitlerista...




segunda-feira, 3 de março de 2014

Primeira Guerra Mundial: o uso de gás como arma química em batalhas


      Com o advento da poderosa indústria química no século 19, foi inevitável que na Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918, se usasse o gás venenoso como uma arma de combate. Os soldados fizeram largo uso do gás de cloro e de mostarda, conhecendo mais um abominável instrumento de morte. 

       O pavor dos atingidos pela nuvem mortífera foi total. Desde então, nada provocou no homem contemporâneo tamanha fobia do que vir a morrer inalando gás venenoso. Tanto assim que, depois da Grande Guerra, assinou-se um acordo em Genebra, em 1925, no qual a maioria dos países assumiu o compromisso de não usá-lo. 

O gás no front de batalha 

      Registra-se o dia 3 de janeiro de 1915 como a data fatídica em que pela primeira vez os alemães abriram cilindros de gás venenoso sobre as trincheiras inimigas, operação sem êxito pelas baixas temperaturas do inverno europeu. Mas logo que o tempo melhorou, com a primavera, em 25 de abril de 1916, a situação foi outra. Nos dias seguintes, na região de Langemarck, perto de Ypres, uma densa névoa verde-cinza, típica do gás de cloro, começou a soprar em direção às linhas de um regimento franco-argelino que sustentava a posição nas trincheiras em frente.

     Quando os soldados viram aquele vapor tóxico vindo na direção deles, envolvendo tudo, adentrando por todos os lados, provocando-lhes uma violenta náusea, foi um salve-se quem puder. Eras o sopro do dragão. O pânico fez com que eles, deixando as armas e mochailas, corressem como loucos para as linhas da retarguarda em busca da salvação. Tiveram que improvisar algumas máscaras na hora, mas sem grandes resultados.  

      Nas trincheiras e nos campos, jogados ao léu, encolhidos, espumando, ficaram os que não conseguiram escapar. Psicologicamente foi um sucesso. O inimigo desertara em massa. A nptícia logo se espalhou de boca em boca pelos corredores das trincheiras e dos valos onde milhares de homens se encontravam - um diabo em forma de nuvem fétida estava solto pelos campos de batalha.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Movimento feminista impulsionou a moda durante a Primeira Guerra

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O movimento feminista durante a Primeira Guerra, no início do século 20, foi decisivo na mudança da moda da época. A entrada das mulheres no mercado de trabalho, com a ida dos homens para os campos de batalha, foi determinante na mudança do figurino feminino que de frágil passou a ser considerado mais "independente".
“As mulheres adotaram cabelos curtos, saias longas e roupas que não valorizavam o corpo. O objetivo era mostrar um visual sério, que fosse na contramão da imagem de sensível e frágil muito presente no século passado", afirmou Miti Shitara, professora de história da moda das Faculdades Santa Marcelina e FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas).
De acordo com Shitara, a personagem clássica do filme "E o Vento Levou", Scarlet O'Hara (Vivien Leigh), retratava bem o figurino da época, com a utilização de saias longas. "Apesar de ser um filme dos anos 30, as mulheres no início do século já usavam o mesmo modelo. Não era comum usar calça e o mercado de trabalho exigia uma simplificação do visual", disse.

"As mulheres passaram a usar maquiagem e o cinema se encarregou de trazer novos costumes, como o de passar batom em público e fumar. As mulheres negavam o próprio corpo e não queriam mostrar o seio, nem o quadril", afirma a professora que ressalta a importância na Argentina na moda pós-guerra com a utilização de peles de animais nas roupas e na divulgação do tango.

GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online